Coaripolis

segunda-feira, outubro 09, 2006

Fim de semana sangrento em Coari!
Esse fim de semana que se passou, marcou a cidade coariense e nos deixou a certeza que a cidade pequena pacata e tranquila que era Coari, já não existe mais, já não nos pertence.
Pelo que eu ouvi foram umas cinco ou seis brigas entre sábado e domingo. Um leitor atento poderá dizer e daí? Brigas acontecem. Acontece meu caro leitor e visitante desse blog, que essas brigas tiveram algumas coisas em comum que não podem passar despercebidas; vamos lá:
* todos os envolvidos eram jovens;
* todos os envolvidos estavam embrigados;
* todos os envolvidos são consumidores de drogas;
* a arma usada nas brigas era o terçado.
O verso da Música da banda Legião Urbana na voz carvenosa de Arnaldo Russo, nos lembrava que "há tempos são os jovens que adoecem". A verdade é que quem mais sofre com a falta de esperanças para o futuro são os jovens. Quem está/fica mais vunerável para a ação dos traficantes são eles.
Poderíamos levantar uma série de questões sobre a violência que domina nossa cidade e até questionar a estrutura de segurança do município. Policiais grosseiros, que batem/agridem sem necessidades, entram/arrobam as portas das casas sem um mandato judiciário; tudo isso faz parte de uma estrutura ainda maior.
E essa estrutura está ligada ao tráfico de drogas que se exibe, esbanja e ainda por cima tem a certeza de que serão impunes, que seus cúmplices, ganham tanto ou mais que eles e é deles o dinheiro que financia várias situações de luxo, inclusive e cada vez mais campanhas eleitorais pelo mundo afora... os jovens vivem essas situações e geram dentro deles indgnações que jamais podem ser abafadas.
Vivem sabendo que o tráfico puxa a prostituição e que ela puxa a violência, e assim gira o círculo vicioso de uma socidade que não constrói virtudes e sim só vícios que vão gerando outros vícios.
Quem tenta ajudar a mostrar outros caminhos é banido, ignorado, taxado de vários adjetivos até se excluir e partir para sua vida pessoal, achando que não vale tentar nada, porque nada muda. Enquanto isso os verdadeiros geradores da situação vão continuar a está onde estão.
Saldo do fim de semana: um jovem morto a terçadada.