Coaripolis

sexta-feira, março 30, 2007

Nosso Dinheiro

Campanha da Fraternidade
Estou na biblioteca da Faculdade Dehoniana. Hoje das 10h15 até às 12h05, serão quase duas horas de palestra sobre a Amazônia. O público, serão os alunos do curso de teologia, gente bem exigente. Espero corresponder ao convite deles.

Campanha eleitoral
Pense o que você faria se tivesse esse tanto de dinheiro para trabalhar pelo Brasil, são oito bilhões. Esperamos e desejamos que o dinheiro de fato seja gasto onde se deve. Para saber disso o atual ministro do transporte deveria perguntar aos caminhoneiros do país, ao menos umas duas dúzias, já dava para ter a resposta.
Claro que qualquer prefeito ou governador vai ficar alegre de ganhar dinheiro dessa montanha bilionária e que seu estado, município seja beneficiado com uma estrada ou um trecho de estrada beneficiada. Assim fica fácil de fazer campanha eleitoral e permanente, com o dinheiro da Nação. É empurrar bebo na ladeira!

quinta-feira, março 29, 2007

Arquitertura Portuguesa
A maior parte da cidade de Parati se mantém como foi feita, isto é toda uma arquitertura portuguesa.
Aqui era o porto da estrada real, a estrada do ouro. O ouro chegava até aqui vindo de Minas Gerais. Tanto a casa dos trabalhadores, como a dos administradores da cidade construída baseada na arquitertura portuguesa. E é essa estrutura da cidade que traz para cá milhares de turistas a cada ano, fazendo do turismo a principal atividade do município.

Em Coari também temos um casarão com esta estrutura, é a casa da família do nosso saudoso Alveolos. Outro dia falando com um membro da família, ele me dizia que eles estão vivendo um drama com a casa, numa negociata não muito certa com a prefeitura.
O que é visível é a deteriorização da casa, está desasbando devagar. O estado do imóvel é lastimável. Enquanto gastamos vinte milhões para construir casas de madeira na zona rural, não conseguimos cuidar do nosso maior patrimônio arquitetônico e histórico.


Peixe e Pescadores
No município de Parati o peixe é uma das economia, faz um bom capital de giro para os paratienses.
Não sei como funciona o mundo da pesca por aqui. Sei que todo e qualquer restaurante e são muitos os restaurantes nesta terra, o peixe é um dos pratos mais pedidos.
Esta foto é da Colônia dos pescadores do município. Hoje pela manhã fiquei um bom tempo na praia vizinha à casa. O movimento era pouco, meu interesse e curiosadade era grande.
Em Coari esta instituição chama-se sindicato dos pescadores. Sua sede está nas dependências do mercado. Sei que em algum tempo para trás se dividiu por problemas de ordem politiqueira.
Sabemos que a problemática da pesca é um desafio para toda a Amazônia. Já abordei esse assunto na internet num artigo inititulado "peixes de midas".
Nossa Coari numa pesca depredatória tem visto seu mundo das águas ser despescado, se esvaziando. E praticamente nada é feito. O trabalho que era feito pela Igreja Católica de preservação de lagos, deixou de ser feito pela perseguição que sofria.
Há um grupo de pessoas investindo em criar peixes, fazem com seus próprios meios. Claro que essa não é a saída, apesar de ser algo que ajuda. É uma forma de garantir o pescado para a cidade.
Uma boa idéia para gastar os vinte milhões que irão ser usados para construir casas de madeira na zona rural, numa ação de total derespeito a natureza; seria investir numa séria política de repovoamento das águas.
Com o dinheiro comprar alevinos de tambaqui e pirarucu, entregar as comunidades rurais, através desse trabalho tirar o dinheiro para fazer suas casas ou comprar o que quiser. Alavancar o pescado no município e dar trabalho a quem precisa. Até quando vamos ficar dando o peixe, em vez de ensinar a pesca?

Construção de casas na zona rural de Coari
O novo blog do Edinilson veio com sangue novo e chegou mostrando para que veio. Trouxe scanneadas duas páginas do Diário Oficial do Estado do Amazonas. O documento conforme está aí mostra a licitação que a Construtora Zacaria LTDA ganhou para construir casas de madeira na zona rural de Coari. Isto no prazo de três meses.
Casas de madeira na zona rural, isso só aumentará o desmatamento, será que não temos mais materiais de construção nesse país.
Visto que o prazo é três meses e a data do início é março, o prazo terminará no fim de maio. O tempo é pouco e o dinheiro também é muito: R$ 20.601.150,00 (Vinte milhões, seiscentos e um mil e cento e cinquenta reais). Parece que nem o tempo e nem o dinheiro vão dar.
O interessante será saber quantas casas irão construir e qual a madeira usada.
Utilizando essa metodologia de fazer e dar tudo para as pessoas da zona rural é uma forma de manter eleitores, por outro lado é incentivar que eles não façam nada, tudo será dado.
Isso só faz crescer uma pátria de mendigos... um município de mendigos. Pobre povo da zona rural não têm mais condições nem de fazer suas casas. Porque será?



Ob.: agradeço e peço desculpas ao Louro por postar aqui seu belo trabalho!

quarta-feira, março 28, 2007

Parati
Há um velho ditado que diz que para conhecer uma cidade é preciso andar a pé. Esta cidade faz sua parte para que isso aconteça, todo o centro histórico é cercado por uma corrente. Também, pudera, as ruas de pedras não aguentaria o trânsito de automóveis.
A bela cidade é feita para encher os olhos de beleza da natureza, de arquitetura, de arte. Os turistas, estrangeiros na sua maioria, estão por toda parte. Com o euro valendo três vezes mais que o real, eles enchem a cidade. Isso faz com que o turismo esteja mais para eles do que para nós brasileiros. Alguns gostam tanto dessa beleza que ficam por aqui. E são muitos os que moram na cidade. Paz e tranquilidade. Se paz é isso ou é só isso.
Tenho perambulado pela cidade. Aí o resultado. Para ver mais click no link Parati e veja!





Viajar é preciso...
Ontem saindo de Aparecida, tomei o caminho de Guartinguetá fui parar em Cunha. Infelizmente ali fiquei por pouco tempo. Fiquei na Pousada de um amigo, na parte alta da cidade, a vista para a cidade era impressionante.
Por várias partes da cidade se lê que a cidade é a terra da cerâmica. De fato há vários artistas que trabalham com essa arte. Fazer um passeio pelas suas ruas é voltar a um Brasil de arquitetura portuguesa.
De Cunha descemos a serra para Parati pela Estrada Real. Nove kilometros dessa estrada é feita dentro de um parque nacional e ele mantêm a originalidade da estrada, por isso não é asfaltado. A natureza preservada é de um encanto. Ar puro, diversidade de verdes, de cores, flores, altos e baixos. O carro reclamava, mais aguentou até o fim.
A Estrada Real era o caminho do ouro no Brasil Colonial e abrange dezenas de municípios mineiros e está dividida em três setores principais:
Caminho Velho - Liga Parati a Ouro Preto
Caminho Novo - Liga o Rio de Janeiro a Ouro Preto
Rota dos Diamantes - Liga Ouro Preto a Diamantina.
O caminho liga Migas Gerais com o Rio de Janeiro e Parati. Conhecida também como a estrada do ouro. Levava o ouro das minas de Minas Gerais para o litoral e de lá tomava o rumo do velho continente.

Internet Coariense
Recebi um comentário pedido do louro. É só acessar o seu antigo blog e ver o que está acontecendo.
Meu caro Louro (espero que não se ofenda de lhe chamar assim. Também, pode me chamar de Zezinho, tranquilo), o que aconteceu mostra a força da internet ou melhor na vida como mostra no seu novo blog está acontecendo igual, e claro vão tentar eliminar aqueles que percebem a realidade de forma diferente e apartir dessa percepção fazem uma leitura nova, e para alguns o pior é ver a exposição dessa maneira de ver a vida.
A internet coariense está engatinhando, mais mostra para que serve essa nova ferramenta. Mais para frente quando a esperança vençer o medo, não sei quando e a coragem fazer parte do dia-a-dia da nossa vida. Quando os interreses comuns forem nossa inspiração, o mundo será diferente.
Infelizmente os interesses pessoais é o leme de nossas vidas. A internet é o reflexo dessa realidade. Você é vítima disso.

A convite da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Petrobras, o senador Tião Viana, vice-presidente do Senado Federal, e representantes do governo, do Poder Legislativo, dos índios, dos ambientalistas e da imprensa acreana irão visitar na próxima segunda-feira a Província de Petróleo e Gás do Rio Urucu, situada no vizinho Estado do Amazonas.
Eles vão ver de perto a produção de gás e petróleo na bacia do rio Urucu, onde se encontra uma das maiores reservas de gás natural do planeta, que vai se transformar em breve na mais nova e mais importante matriz energética da Amazônia, que irá alimentar, entre outros setores, as termelétricas da região produtoras de energia elétrica de uma maneira mais limpa e mais acessível do que a energia gerada a partir de outros derivados do petróleo.
Segundo informou a Petrobras, a produção média de petróleo em Urucu é hoje da ordem de 60 mil barris por dia, enquanto que a de gás natural gira em torno de 10 milhões de metros cúbicos por dia. Esse volume faz do Amazonas o segundo maior produtor nacional em barris de óleo equivalente, e do município de Coari, às margens do rio Solimões, o maior produtor terrestre. A produção de gás natural em Urucu deverá abastecer estados da região Norte, do Maranhão, do Tocantins e parte da região do Nordeste.
PS: Seria interessante mostrar para o senador Tião Viana, vice-presidente do senador onde e como é gasto o dinheiro que a Petrobras repassa para o Município de Coari. Quem é que fica com esse dinheiro? E em que contas eles estão? Melhor ainda seria mostrar isso aos coarienses, que são os verdadeiros donos do dinheiro.
Outra coisa que poderia mostrar para o Senador é em que estado está Coari. Desde que foi descoberto esse petróleo e gás em Coari, a ciadde tem ostentado títulos de campeã em: prostituição, prostituição infantil, prostituição infanto juvenil, aumento do consumo de drogas, enriquecimento dos traficantes de maconha e cocaína, desetruturação familiar, gravidez precoce e o pior, está se fazendo um município de mendigos. É só ir na porta da prefeitura e da Secretaria Municipal de Ação Socila para ver as centenas de mulheres, a maioria com um filho, outro na barriga e mais uns dois por perto, estão lá, atrás da migalhas que caem das mesas dos banquetes, das festas e das farras. Isso o Senador não poderia ficar sem ver!

terça-feira, março 27, 2007

Viajar é preciso... Parati
Depois de várias jornadas de palestras que pareciam não ter fim, tirei três dias de folga. Até porque ninguém é de ferro.
Com uns amigos que conheci por aqui vir parar em Parati.

Me encantei com essa cidade desde que li o romance O Sorriso do Lagarto de João Ubaldo Ribiero.
No Saindo de Aparecida, no meio do caminho está Cunha, parada obrigatória nessa cidade histórica que é um brinco.
Viemos fazendo o caminho Real, a estrada do ouro. O percuso é para encher os olhos e alma e quando entramos na estrada tudo muda, barro e pedra, uma tentativa de manter tudo como era no seu tempo (volto a postar sobre esse assunto.
A primeira foi numa praia, num restaurante simples e muito simpático de uma amiga de um dos meus amgios. Camarão, gelada, peixe!

Na cidade eles me levaram para a Pousada dos Contos de uma gente amiga. Lá, aqui tivemos a recepção calorosa da gerente geral Yara, amor de pessoa.
Aqui passarei esses dias de descanso. Pra começo de conversa já passei um bom tempo das horas por aqui num cochilo!

segunda-feira, março 26, 2007

Minha Agenda
Hoje a noite estive fazendo um palestra para os alunos Faculdade Tecnologia de Guaratinguetá. estavam lá os alunos dos cursos de Tecnologia de Gestão Empresarial e Tecnologia em Informática. auditório lotado, uns 280.
O tema da palestra foi "Aspectos sócio-ambientais da Amazônia", a turma toda estava num silêncio atencioso, como quem ouve uma sinfonia.
Comecei às 19h30 e fui até às 20h45, infelizmente o tempo foi pouco. Tinha que ir para Cachoeira Paulista para uma entrevista na TV Canção Nova.

TV Canção Nova
A entrevista que concedi na TV Canção Nova girou mais no tema da Campanha da Fraternidade. Meu entrevistador estava muito bem informado sobre a Amazônia. Uma vez que o programa era ao vivo e para todo o Brasil, o friozinho na barriga apareceu.
Participar de um programa que tem alcance nacional e ao vivo é uma coisa. Fios, luzes, head phones, câmaras, tvs para todo lado. Tudo isso para mostrar apenas o centro. É uma parafernália sem fim.

Toda essa maratona que estou vivendo aqui nesse pedaço paulista do Brasil está sendo sobre a Amazônia. Já Perdi a conta de quantas palestras proferi. E são muitos os rumos que podem tomar uma palestra sobre a temática Amazônica: sua floresta, seus povos, petróleo, gás, ditadura dos prefeitos, desmatamento, queimadas, grileiros, corrupção, latifúndio, educação, saúde, justiça, gado, soja, transporte, água, peixes, população, cultura, barcos, entre outros.
Todos esses assuntos acima tratei nas palestras e ainda terei outras, a maratona ainda não terminou. Em todas, o tempo sempre foi pouco e uma chuva de perguntas para responder.
Espero está ajudando esse povo daqui conhecer um pouco mais a Pátria das Águas.

Médicos estrangeiros atuam no interior do Amazonas sem registro
Os médicos estrangeiros que atuam no interior do Amazonas sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) vivem o dilema de serem considerados, ao mesmo tempo, "heróis e bandidos". Sem o CRM, são legalmente criminosos, mas diante da falta de profissionais na região, são os heróis que salvam a vida de pessoas carentes todos os dias.
Não há levantamento oficial sobre a quantidade de médicos estrangeiros que atuam na clandestinidade no Amazonas, mas a existência desses profissionais já se transformou em regra. Leia mais.
Infelizmente esta prática está ficando muito comum. Em Coari são vários os médicos estrangeiros. Devemos refletir o porque isso está acontecendo. Sei que tem gente muito boa, que se dedica e faz do seu trabalho um verdadeiro sacerdócio. Lembrando aqui o nosso saudoso Dr. Roque. Uma multidão sentiu muito sua partida do nosso meio.
Mais não tenhamos dúvidas é um problema a ser resolvido!

06 X 06
Supremo Tribunal Federal suspende execução de liminar e mantém comissão legislativa que processa prefeito de Coari (AM)
A linguagem é difícil de ser entendida, muita técnica. Sei que é um modo próprio da comunicação desse tipo de comunicação. Mais poderia ser mais simples e compreensiva!

Que país é esse?
Que situação a nossa, enquanto uns atacam via terrestre, outros voam com as malas cheias de dinheiro!

Petróleo... mais dinheiro para Coari
Quanto maior o preço do petróleo mais cresce o repasse da Petrobras para os municípios onde ela explora jazidas desse liquido tão conflitoso. O Jornal o Globo noticiou que o petróleo atingiu seu maior valor até então.
E aqui estamos nós, quanto maior o preço, mais dinheiro é repassado para Coari. Só não sabemos para onde vai todo esse dinheiro!


Aparecida em Festa
Meus fins de semana aqui em Aparecida têm sido corridos, são em média 08 palestras em vários bairros de Guaratinguetá, cidade vizinha. Ontem foi uma festanja na cidade com o lançamento do CD com o Hino oficial de Acolhida ao Papa Bento XVI. Segundo o Santuário, aproximadamente 15 mil pessoas participaram do evento. E eu trabalhando, morto de cansado. Nesse mesmo horário estava fazendo uma palestra em Guaratinguetá. Uma pena!

Assim o Brasil não vai pra frente
O PT antigamente, quando era de esquerda (isso se um dia chegou a ser), quando não estava no poder, era ou fazia sempre o paladino da lei, quando alguém que não era do seu partido agia de modo "incorreto", pisava na bola, fazia corrupção, o Partido caia matando, ia logo gritando por CPI na pessoa, CPI no caso. Agora que está no poder é o primeiro a encobrir seja de quem for, claro, que esteja jogando com os seus interesses, a encobrir tudo quanto é de ladroagem.
Veja essa: “Estou à vontade com o presidente”

domingo, março 25, 2007

No Diário do Amazonas de hoje só deu Coari
Começou mostrando que de fato somos o segundo município mais rico do Amazonas e por isso temos que gastar... mais isso fico para poucos... só para aqueles que nós votamos neles para eles fazerem isso:
Câmara de Coari tem maior custo no AM
A Câmara Municipal de Coari (município a 255 quilômetros a oeste de Manaus) tem o maior gasto por habitante entre os seis maiores municípios do Amazonas, incluindo a capital Manaus.
O Jornal também mostra que não são todos os jornalistas que não estão nem aí para a realidade do nosso mundo e que nem todos podem ser comprados. E isso quem nos diz é
Ribamar Bessa:

Um Brasil que Adail não viu
Taqui pra ti

Vocês viram só como os cariocas morrem de inveja dos amazonenses? A campeã do carnaval de 2007 de Manaus foi a Escola de Samba ´A Grande Família´, do bairro São José, que desfilou com o enredo ‘Coari, um Brasil que Cabral não viu’. Deu certo. Por isso, uma escola de samba do Rio de Janeiro - a ‘Grande Rio’- anunciou que vai copiar o esquema e levar para o desfile da Sapucaí, em 2008, o enredo “Coari, a rainha do Solimões”. Ninguém suspeitava que o Amazonas, um dia, exportaria samba para o Rio.
Esse desfile eu não perco de jeito nenhum. Coari sempre foi a ‘Princesinha do Solimões’, conforme canta o hino oficial da cidade, letra de Dona Higina e música do padre Antônio. Se agora exibe o título de ‘rainha’, o ‘up grade’ deve ter sido por força de algum decreto do prefeito Adail Pinheiro. Fico imaginando a letra do samba-enredo, os carros alegóricos, a ala das baianas e as fantasias no desfile do carnaval carioca do próximo ano. Modéstia à parte, tenho sugestões a fazer.

Carros alegóricos

Morei em Coari, conheço sua história, posso sugerir, por exemplo, que o primeiro carro alegórico, intitulado ‘a grande família’, seja uma gigantesca maloca. Lá dentro, todos os Lins e Pinheiros, contratados sem concurso, representando os índios Yurimagua, Passé, Juma e Miranha, donos originais daquele território. Na cumeeira da maloca, vestido de guerreiro indígena, com uma tanga, um cocar e uma borduna, o presidente da Assembléia Legislativa, o ‘Belão’, filho de alemão.

O segundo carro terá a forma de um grande forno de padaria. Fantasiado de padeiro, com um chapéu branco, o próprio prefeito Adail Pinheiro, passa o desfile todo colocando trigo no forno e retirando de lá cimento e tijolo. A alegoria pretende mostrar que Coari é a única cidade do mundo onde acontece o milagre de uma padaria produzir cimento, conforme todos nós sabemos e as notas fiscais do prefeito confirmam.

O terceiro - o carro da mala preta - aparece empurrado pelo vice-prefeito, Rodrigo Alves (PP - vixe vixe!) com dólares pendurados por todos os lados, enquanto um dos componentes, simbolizando a Justiça, abaixa os olhos para nada ver. Sambando lá no alto, duas celebridades locais: Karen Mota, a coariense que conquistou espaço no Caldeirão do Huck, e Odinéia Padilha, a líder comunitária do bairro do Pêra. Elas protestam em nome dos servidores municipais, garfados pelo prefeito em R$ 40 milhões de suas contribuições previdenciárias.

Não pode faltar, nesse desfile, o carro da memória, lembrando aquilo que muita gente quer esquecer. A Grande Rio pode convidar para esse carro celebridades nacionais como os companheiros Collor de Mello - comandante do esquema PC Farias, Reinhold Stephanes - o aposentado precoce, Balbinotti - ex-quase ministro da Agricultura envolvido em falcatruas, e todos os companheiros usineiros, heróis nacionais.

Samba enredo


O samba enredo fica por conta de Francisco Simeão da Silva, o ‘Chagas’, menestrel de Coari, que cantou com muito engenho as personalidades da cidade, como Alexandre Montoril, Chico Duvidoso, Chico Pimba, Raimundo Boca Mole, Zé Tacacá, Chico Enfermeiro, Galinha-Doida, Sabá Tartaruga, Raimundo Anzol, João Cavalaria, Manoel Botija, Vicente Pé-de-burro, Faz-que-dorme, Egildo comedor de vidro, Raimundo do Pau Torto, João Bunda Branca e tantos outros de apelidos sonoros e poéticos.

Aqui vai uma pequena amostra do que Chagas escreveu, o que lhe garante ser indicado como autor do samba-enredo da Grande Rio para o desfile de 2008. Talvez ele consiga encontrar a rima mais adequada para Adail.

Meu senhor, preste atenção / que não vou sair do tom,

Mostrando que sou entendido / possuidor deste dom,

Por isso é que lhe garanto / recordar é sempre bom.


Comece agora mesmo / Mas antes pare e pense

O que vou falar agora / para o povo amazonense

Vamos juntos recordando / o esquecido coariense



Você talvez não conheceu / ou seu nome nunca ouviu,

foi um grande prefeito / que nesta terra surgiu.

Seu nome era conhecido / por Coronel Montoril.



Assim passou o tempo / o Coronel foi primeiro,

mas para recordação / ficou o seu companheiro

de nome bem conhecido / chamado Chico Enfermeiro



Chico Enfermeiro se foi / Galinha Doida surgiu

só querendo ser bonito / mas beleza nunca viu

Ciscou, cantou e voou / com pouco tempo sumiu.



O Chico Doido morava / lá na Chagas Aguiar,

dono de uma serraria / onde vivia a trabalhar

com o tempo o Chico se foi /deixou vago seu lugar.



Surgiram quatro irmãos / antes do raiar do sol

Um era Sabá Tartaruga / outro Raimundo Anzol

E João Cavalaria / mais Manoel Botija Mongol.



Deixemos os quatro irmãos / para seguir mais seguro

e falar de um personagem / cujo nome eu sussurro

você ainda se lembra / do Vicente Pé-de-burro?



O tal Chico Duvidoso / é difícil que se esqueça

pois tinha um mal danado / e vivia às avessas.

Passava o dia todo / duvidando com a cabeça.



Balançava pra todo lado / E só fazendo besteira

cada vez que balançava/ Era fazendo asneira

Duvidoso foi embora / ficou Zé Gameleira.



Zé Tacacá era gago / apoquentava os vizinhos

Bem perto dele morava /nosso amigo Zé Roxinho

Se subisse mais um pouco / encontrava o Cachimbinho.



Boca Mole era um velho / que tinha o lábio aleijado

os beiços tipo molambo / correndo pra todo lado

Quem não olhasse direito / dizia que foi cagado.



Esta Maria Poronga / era difícil de entender

Pois pelo nome da mesma / era dura de roer

Com este seu apelido / ela devia de acender.



Zé Cururu era feio / todo cheio de pelanca,

Apareceu um outro / que vivia na barranca

Atendia pelo apelido / de João Bunda Branca.



O famoso Corta-água / pelo povo era enxergado

Pois sofreu um acidente/ que o deixou aleijado

Quando andava pela rua / tinha o corpo baleado.



Era chamado Corta-Água / pelo jeito dele andar

Parece que vinha cortando / todo tempo sem parar

Quando andava pela rua / não parava de dançar.



P.S. - Já que estamos no Solimões, podemos subir o rio até a fronteira. Lá, a juíza de Benjamin Constant, Cláudia Batista, recebeu o título de "cidadã benjaminense", concedido pela Câmara Municipal, presidida pelo vereador conhecido como Xeruca, o que deixou a população indignada. Mas faz sentido. As câmaras municipais só concedem esse título a pessoas residentes em outras cidades, que é o caso da juíza, que mora em Tabatinga. Dessa forma, a Câmara confirma o que publicamos anteriormente.

Nossos votos
O senador Alfredo Nascimento está na capa da revista Istoé. Ele foi um dos candidatos a senador que mais votos ganhou dos coarienses. Hoje acusado de comprar votos. Isso só confirma o negócio de compra e venda de votos na terra do gás e do petróleo.
Os exploradores desse comércio que rende altos lucros são especialistas em enganar os outros, principalmente os pobres. Se aproveitam da pobreza, da miséria e da ignorância das pessoas.

sexta-feira, março 23, 2007

A Cidade de Aparecida

Lá se foi mais um mês da minha vida, este tendo passado tendo como base, moradia, a cidade de Aparecida. A saudade é grande. Saudades das pessoas e tudo que é o mundo amazônico. Vai um pouco de história desse mundo daqui para viverem comigo esse pedaço de Brasil.

A região do Alto Vale do Paraíba foi formada, em grande, parte por tropeiros que seguiam viagem para outros estados brasileiros. A produção do café teve destaque durante muitos anos, mas atualmente, a agropecuária e o comércio são as principais atividades da região.
Distante 160 Km da cidade de São Paulo, a cidade de Aparecida tornou-se conhecida devido a sua importância religiosa, e hoje é chamada de “Capital Mariana da Fé”. O nome da cidade foi dado em homenagem a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil.

Por Volta de 1745, para abrigar a Imagem Santa, foi construída a capela do Morro dos Coqueiros. Nasce então, a cidade de Aparecida. Como era crescente número de fiéis que visitava o local, fez-se necessário a construção de uma igreja maior, concluída em 1888, e conhecida atualmente como "Basílica Velha".
Finalmente em 1928, a vila que se formou ao redor da capela foi emancipada de Guaratinguetá. Atualmente, Aparecida recebe cerca de 7 milhôes de romeiros por ano. Aparecida é o maior centro de peregrinação religiosa da América Latina.

Sua população é de 34.904 habitantes, segundo o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além dos templos religiosos, a cidade também reúne atrações como parque temático, aquário e museus.
Dentre os eventos locais, destacam-se a Festa de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro, que reúne mais 100 mil fiéis, e a Festa de São Benedito, que conta com a apresentação de diversos grupos folclóricos.

UFAM em Coari
No dia 06 de novembro do ano passado a Universidade Federal deu um passo histórico no município de Coari. Ali no seu Campus (mini campus) iniciaram aquele dia as aulas dos cursos na modalidade permanente. Antes os cursos funcinavam na estrutura modular, nas férias.
Logo se percebeu, com um certo ar de surpresa, que muitas vagas nos diversos cursos foram preenchidas por estudantes de fora, na sua maioria, gente de Manaus.
Meses antes a secretaria municipal de educação tinha criado o CoariVest, uma das melhores idéias da atual administração. Infelizmente não funcionou principalmente porque não havia coordenação ou melhor dizendo a coordenação estava lá... estava lá e nada mais. Parecia que não existia coordenação.
A Boa idéia, a melhor talvez ou a única idéia da Secretária de Educação, a coitada por ser secretária não tinha tempo para coordenar a idéia, o Coari Vest; morreu por inanição.
Antes de chegar ao seu final, ele já tinha falecido. Falta de aviso não foi. O Velho Lobo do Mar Internético escreveu um dos melhores post que já apareceu pela blogesfera coariense. Mostrou no post todos os pontos falhos do pré-vestibular ao mesmo tempo que tentava ajudar com soluções. Além de não ter sido compreendido foi obrigado a tirar o post do ar.
O assunto foi colocado e discurtido aqui no Coaripolis, onde gerou uma excelente discurssão, de modo especial com um lindo comentário do Railson (Coariense que mora na Alemanha). Que mostrou com bastante desenvoltura que a saída seria criar o sistema de cotas para os coarienses, dando o exemplo dos modelos existentes: cotas para os negros, índios e para os amazonenses que buscam entrar na UEA, que tem uma cota de 80% para os que são do Estado do Amazonas.
Lendo uma reportagem da Folha de São Paulo que "mostra um levantamento segundo o qual sobram vagas para cotistas oriundos de escolas da rede pública em 9 das 15 universidades analisadas. Nestas instituições, cerca de 2.000 das 6.000 vagas reservadas aos cotistas permanecem vazias.
"Pesquisadores e educadores têm explicações diversas para a sobra de vagas, que passam por falta de preparo do cotista, pouca informação sobre o benefício e regras muito rígidas." Leia mais.
Os pesquisadores e educadores mostram que a princiapal "causa" que leva os estudantes a não entrarem nas universidades é a falta de preparo dos estudantes de baixa renda. Isto quer dizer que as escolas públicas de ensino fundamental e médio do país não estão preparando como deviam preparar os que ali estudam.
O que acontece em Coari é o retrato da educação no Brasil. A diferença está é que nem todos os municípios do Brasil tem um orçamento multi milionário que nem o de Coari.

Do Ta qui pra ti
UMA FAXINEIRA CHAMADA FRANCISCO
A Prefeitura de Coari paga religiosamente, todo mês, a aposentadoria de uma faxineira apelidada de Chicão. É isso mesmo! Você não leu errado, leitor (a)! Pode soletrar: ce-agá-i-CHI, ce-a-o-til-lhão-CÃO, CHI-CÃO. O Tribunal de Contas do Estado (TCE), em edital publicado no Diário Oficial de 29 de dezembro, deu prazo de trinta dias para Chicão, que é do sexo masculino, esclarecer sua estranha situação de faxineira aposentada.
Pesquisando daqui e dali, descobriu-se na folha dos servidores inativos o nome completo do Chicão. Trata-se de Francisco Mendes da Silva, a faxineira fantasma. Esse é o mesmo nome do secretário municipal de Limpeza Pública de Manaus em 2004, na administração Luiz Alberto Carijó de Gosztonyi. A Secretaria de Controle Externo do TCE abriu processo nº 3266/2005 para saber que diabo está acontecendo.
O Diário do Amazonas, que publicou a notícia, não encontrou o ex-secretário para que ele explique se efetivamente se aposentou como faxineira. A Prefeitura de Coari, através da secretária de Relações Institucionais, Aleomar Santos, jura que se trata de uma confusão. Mas o TCE quer investigar. Leia mais aqui no Ta qui pra ti.

quinta-feira, março 22, 2007

Os sons da floresta
Cantos de pássaros da Amazônia embalam romances dos personagens
Tão diversa quanto a fauna e a flora da Amazônia é a profusão de sons emitidos pela floresta. São incontáveis animais com suas sonoridades características, as folhas a balançar, o vento a produzir sua música própria. Por isso, fazer a sonoplastia da minissérie é uma tarefa que exige bem mais do que os tradicionais recursos técnicos utilizados em uma novela que se passe em um ambiente urbano. Prova da importância dos ruídos da região na trama é que alguns personagens até têm como tema um canto de pássaro específico. Leia mais.

Campanha da Fraternidade
Segunda (19) fez um mês que estou em Aparecida - São Paulo. Hoje estive numa Escola Particular de alto padrão, onde estuda os filhos e filhas de Guaratinguetá e Aparecida, entre outras. A Usefaz.
Os estudantes estavam com grande apreensão em relação a minha pessoa, esperavam chegá lá um índio, no sentido mais antigo da palavra: pelado, pintado e de arco e flecha. Passado esse primeiro momento, assim meio de surpresa, a palestra sobre a Amazônia desandou.
Foram mais de duas horas da minha parte e depois uma infinidades de perguntas, dúvidas e curiosidades que não acabavam mais. Tentei responder a todas da melhor forma possível. Na sua maioria querendo saber dos índios e das coisas da floresta, mesmo quando eu já tinha explicado que o mundo indígena é a menor parte da população da Amazônia. Infelizmente eles se tornaram um ícone que representa a todos nós amazônidas.

Com um discurso inflamado, em apelo pela apuração das denúncias de corrupção na Prefeitura de Coari, a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) reuniu, neste sábado (17/03), aproximadamente 300 pessoas em frente a Feira do produtor rural Belarmino Albuquerque, no Centro da cidade, distante 370 quilômetros de Manaus em linha reta. Nem mesmo a chuva atrapalhou a manifestação da população e dos mototaxistas que se concentraram no local, aplaudindo e fazendo buzinaço durante as duras palavras da parlamentar. Leia mais.

TV Aparecida
Ontem dei uma entrevista para TV Aparecida, minha minha primeira entrevista numa rede de TV que tem cobertura nacional. Estava um pouco ansioso para saber como me sairia ou como seria.
Agradeço a produção do Programa Bem Vindo Romeiro que me deixou totalmente à vontade. A simpatia desse grupo realmente me impressionou. A entrevista durou aproximadamente meia hora e fez parte do projeto da Campanha da Fraternidade que o Santuário Nacional está envolvido com todos os seus meios. Há na TV Aparecida em parceria com a Rede Nazaré um programa lindo e sobre a Amazônia.
Hoje recebi um e-mail de Coari me parabenizando pela entrevista.
O tempo foi curto para dizer muitas coisas. Pela minha timidez não coloquei aqui no blog e nem fiz outro tipo de propaganda. Estou tentando manter o foco do projeto que me trouxe até aqui que é tentar ajudar a cumprir o objetivo da Campanha da Fraternidade desse ano que tem como tema: Fraternidade e Amazônia - Fazer a Amazônia conhecida pelos próprios amazônidas e por todos os brasileiros.

quarta-feira, março 21, 2007

Dia da Água em Coari... É pra rir!
Como poderemos comemorar o dia da água numa cidade onde o sistema de esgoto coloca tudo quanto é de fezes dentro de suas águas.
O pior de tudo é não termos nenhuma proposta para mudar ou mesmo manifestações que cobrem mudanças. O jeito é continuar tomando água com coliformes fecais.
Nosso Igarapé do Espírito Santo está aí para ser testemunha. São inúmeros os canos que saem das casas que estão ao seu redor e colocam todos os dejetos dos sanitários direto no seu leito. Parecem canelas de girafas. Sinto muito pelas crianças que aí moram, visto que as águas contaminadas são uma das poucas opções para o lazer delas.
Pelo outro lado da cidade, no lago estão os flutuantes e como não bastasse esses, há também os matadouros públicos.
Os matadouros públicos que estão a despejar no lago há anos, tudo que não serve dos bois ali abatidos, no Lago.
Nossa Água se pudesse reclamaria muito de nós coarienses pela falta de uma consciência ecológica, pela falta de políticas públicas que de fato cuidasse desse líquido tão precioso. E não adianta fazer esses tipos de iniciativas, elas são apenas paliativas, nada resolvem.
No geral, em todo planeta Não há nada o que Festeja no Dia Mundial da Água.

A matança de Botos
O site Amazônia em Dados da CNBB, traz uma matéria sobre a matança de botos nos arredores da Reserva de Desenvolvimento SustentávelMamirauá
Post um pouco da matéria: Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) alertam para um problema grave que está acontecendo no entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá: a matança desordenada de botos. Alguns animais foram encontrados mutilados por anzóis e redes de pesca.
A matança está acontecendo porque os animais servem de iscas para a pesca do peixe piracatinga, o qual é apreciado como alimento na Colômbia e encontrado em muitas partes da bacia do Amazonas.
A piracatinga é um peixe necrófago, ou seja, alimenta-se de cadáveres de animais aquáticos, por isso, ele não é consumido do lado brasileiro. Dessa forma, toda a pesca é exportada para o país vizinho por meio de barcos lotados com o peixe, além de outras espécies de peixe-liso. “Os barcos sobem pelo município de Tefé deixando o gelo nas comunidades ou com os pescadores e quando voltam coletam o pescado e, junto, a piracatinga.
Além da equipe do projeto Boto, existem outros técnicos e pesquisadores que fazem o monitoramento dentro da reserva. Eles detectaram os mesmos problemas nas proximidades de Mamirauá e em algumas localidades entre Coari e Tabatinga. Segundo Silva, existem comunidades que estão, praticamente, sobrevivendo da pesca da piracatinga.
A matéria meio sem querer levanta a complexa situação que vive a pesca na Amazônia, com destaque para a região do médio e alto Solimões. Nessa região a pesca predatória tem feito verdadeiro estragos nos lagos, igarapés e rios, e isto em todos os municípios da área. Quase sempre com a autorização das autoridades locais, que na maioria das vezes fazem vista grossa para a problemática. Voltarei num outro post sobre esse assunto

Os botos fazem parte da mitologia do mundo Amazônico. Sobre eles são tantos os casos, sua lenda permeia o imaginário da gente local. A sabedoria do Amazônida, soube usar esta lenda para
aplacar a ira de maridos traídos e pais enganados, quando suas mulheres ou filhas engravidam fora do domínio doméstico.
Infelizmente até nossos botos começam a sofrer e com eles nossas lendas e mitos!

O dia deles... e... delas
Foi lançado hoje pelo Movimento Gay, a Frente Parlamentar pela Cidadania (GLBT). Esse é um movimento resultado da organização gay, aliás essa é uma das organização que mais se estrutura no Brasil. Em Coari o Movimento Gay cresce em organização a cada ano. Claro que por causa do preconceito, ele cresce no silêncio ou melhor dizendo, os coarienses não querem aceitar que essa é uma categoria que mais cresce e se organiza na cidade. Provavelmente nas próximas eleições eles terão um candidato a vereador próprio e terá muita chance de se eleger. Com quase certeza ou talvez por postar este post aqui os compradores de voto de plantão já devem está de olho na categoria.

Edição americana do sétimo livro de Harry Potter será ecológica
A edição americana do sétimo e último volume das aventuras de Harry Potter, a série criada pela escritora britânica J. K. Rowling, será impressa em papel reciclado, anunciou ontem, 20 a editora Scholastic. Os aproximadamente 12 milhões de exemplares americanos do novo Harry Potter, que será lançado em todo o mundo no dia 21 de julho, "serão impressos em papel que contenha pelo menos 30% de fibra reciclada", indicou a Scholastic num comunicado.

As comemorações do Dia Internacional das Florestas marcam o lançamento da primeira revista eletrônica voltada para a popularização do conhecimento científico produzido na Amazônia, o ‘Portal da Ciência’.O site noticioso, produzido inteiramente por acadêmicos e professores da Faculdade Boas Novas (FBN) pretende usar o jornalismo como ferramenta de popularização da ciência.O lançamento ocorre nesta quarta-feira (21) no auditório da FBN às 9h30 e contará com a presença do secretário executivo de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado, Neliton Marques.
Fonte: Portal Amazônia.

terça-feira, março 20, 2007

Lúcio Flávio Pinto

A implantação de um plano de desenvolvimento da Amazônia, denominado Paz, foi um dos principais temas do encontro entre a governadora Ana Júlia Carepa e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, em Brasília. A governadora foi recebida no Palácio do Planalto para apresentar um plano de desenvolvimento complementar ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Ao contrário do PAC, que o governo federal encaminhou ao Congresso e contempla basicamente obras de infra-estrutura, o Paz Amazônia inclui áreas como educação e investimento em pesquisas tecnológicas também como formas de desenvolvimento regional. Leia mais.

Europa, EUA e Japão enviaram R$ 108,9 milhões à floresta, enquanto 9 Estados aplicaram juntos R$ 96,4 milhões
O Brasil se gaba de ser o principal dono da Amazônia e repudia a idéia que surge de tempos em tempos de internacionalizar a maior floresta tropical do mundo. Apesar disso, para manter a selva de pé, o País depende em grande parte de dinheiro estrangeiro. De acordo com um levantamento feito pelo Estado, Alemanha, Estados Unidos, Japão e Holanda investem juntos por ano R$ 108,9 milhões na preservação da floresta brasileira. Leia mais.

Jaime Benchimol: Amazônia precisa ser recompensada pelos serviços ambientais que presta ao planeta
O empresário Jaime Benchimol é diretor-presidente das empresas Bemol-Fogás, com sede em Manaus, um dos mais importantes grupos empresariais da Amazônia. As empresas do grupo estão em diversas atividades, incluindo distribuição de GLP (gás de cozinha), lojas de departamento e exportação de produtos naturais.Jaime Benchimol é filho de Samuel Benchimol, empresário, escritor e pesquisador da Amazônia, falecido em 5 de julho de 2002 e que deixou no conjunto de sua vasta produção intelectual, importantes obras sobre a região.
Para falar sobre Meio Ambiente, Amazônia, Pólo Industrial de Manaus e economia, Jaime Benchimol concedeu ao Portal Amazônia, a seguinte entrevista: Leia aqui.

Aquecimento pode deixar 3 bilhões de pessoas sem água
Os desequilíbrios provocados pelo aquecimento da Terra podem levar entre 1 e 3,2 bilhões de pessoas a sofrerem com a falta de água, alertou nesta segunda-feira (19) o Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas, IPCC.
Esta será uma das conseqüências do aumento previsto de entre 2 e 4,5 graus da temperatura média da Terra em relação ao nível de 1990. "Milhões de pessoas" serão ameaçadas pelo aumento do nível do mar se o aquecimento chegar a 4 graus, e um quinto da população mundial pode sofrer com inundações, de acordo com as conclusões expressadas na minuta.
O novo trabalho seguirá ao apresentado pelo IPCC no começo de fevereiro, em Paris, sobre a magnitude das mudanças climáticas em andamento no planeta. Os rendimentos agrícolas nas regiões de latitude média do globo podem aumentar de forma temporária em uma primeira fase, mas diminuirão de forma generalizada se o aquecimento chegar a três graus. Nas áreas mais quentes, a capacidade de adaptação dos cultivos será muito limitadas, e isso aumentará em até 120 milhões o número de pessoas expostas às crises de fome.
O IPCC considera que se tornarão mais agudos fenômenos que vêm sido observados nos últimos anos, como a instabilidade dos solos de montanha e das regiões em torno dos pólos, a modificação da flora e da fauna nas áreas polares, a alta da temperatura de lagos e rios, a antecipação dos fenômenos típicos da primavera e mudanças de calendário das migrações de aves.
O IPCC afirmou que a temperatura da Terra aumentará entre 1,8 e 4 graus centígrados até o final do século, o que se deve com uma "probabilidade muito alta" à atividade humana.

segunda-feira, março 19, 2007

Aids
A Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, divulgou recentemente um o resultado de suas últimas pequisas sobre a Aids no Amazonas e alerta que ele tem crescido fortemente no Estado.
Chama atenção para as
A promiscuidade sexual é considerado o grande fator de contaminação devido à cultura de alguns homens que insistem em bancar o machão conquistador sem prestar obediência ao mais básico princípio da prática do sexo seguro usando a camisinha.
Manaus responde por 90% dos casos de HIV registrados. Os municípios de Parintins, Tabatinga, Itacoatiara, Coari e Manacapuru vêm logo em seguida.
Segundo os especialistas, é durante os grandes festivais e festividades públicas que o índice de contaminação se eleva. Os grandes festivais e festividades acontecidas pelo nosso estado na verdade são festas das companhias de verveja que investem beber e transar. Claro, como alerta os órgãos competentes é preciso está atento para não perder a vida. Elas são uma resposta ao vazio cultural e existencial que vivemos atualmente.

domingo, março 18, 2007

Exemplo que vem de Purupuru... um excelente um exemplo para os coarienses cuidarem do Igarapé do Espírito e da sua educação
“Água é vida” e os estudantes da Escola Estadual Pedro dos Santos, na comunidade de Purupuru (município do Careiro Castanho – BR 319), a 30 quilômetros da sede municipal, sabem o que isso representa para eles. Não é à toa que estão engajados desde 2004 no projeto S.O.S Igarapé, que vem sendo desenvolvido pela escola junto à comunidade.
A iniciativa do trabalho, que já chegou a retirar de 20 lagos do Purupuru cerca de oito toneladas de lixo, partiu do diretor da escola, Paulo Amaro, preocupado com a quantidade de lixo jogado pelos moradores nos lagos e com os efeitos que essa poluição poderia trazer para a comunidade de quatro mil pessoas.
Quase três anos depois, o trabalho já rende frutos. De acordo com as informações do diretor, no ano passado foi recolhida uma tonelada e meia de lixo pelos comunitários e alunos da escola. Para muitos, essa quantidade de lixo recolhida pode ser considera grande, mas se comparada com o que foi retirado dos lagos no início do trabalho, já pode ser considerada uma grande vitória, na avaliação de Paulo Amaro, que credita esse resultado ao trabalho de conscientização colocado em prática a partir da escola.

Segundo ele, a iniciativa não se esgota, pois a intenção é tornar os cidadãos de Purupuru, tanto comunitários quanto estudantes conscientes do valor da água na vida de todos, e assim zerar a quantidade de lixo depositado nos leitos dos lagos do município.
De acordo com informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o trabalho do projeto S.O.S Igarapé repercute positivamente entre os comunitários, até porque 80% dos alunos usam transporte escolar fluvial para chegar até a escola. A escola atende 941 alunos nos níveis e modalidades de ensino fundamental, médio, educação especial e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
No âmbito da gestão escolar, aliás, a escola vem se destacando. No ano passado, venceu o Prêmio Gestão Escolar, se constituindo na primeira escola do interior a ganhar a premiação no Estado do Amazonas. Por conta do prêmio, o diretor Paulo Amaro, juntamente com outros 25 gestores de escolas públicas brasileiras, participou de um intercâmbio nos Estados Unidos.
Fonte: Amazonas em Tempo

sábado, março 17, 2007

Devassa nas contas do Ministério Público do Amazonas... será que vai?
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) já iniciou a "devassa" prometida nas contas do Ministério Público do Amazonas. Leia mais.
São várias as irregularidades do nosso Ministério Público, inclusive de acoitar outras irregularidaes, fazendo que ninguém seja punido.
E a atual crise de corrupção que assola o Brasil é jusmante por falta de punição, prinicipalmente aos nossos representantes, escolhidos com nossos votos. "parece" que tudo podem.
Esperamos que não acebe em pizza como praticamente tudo nessa área!

sexta-feira, março 16, 2007

Do Jornal A Crítica
O Jornal A Crítica de hoje traz duas matérias interessantes sobre dois acontecimentos. a primeira foi a de uma reunião promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil - Am.(AOB), com a participação da Defensoria Pública, a Associação de Magistrados do Amazonas (Amazon) e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJA). O objetivo era de discutir problemas e apontar soluções para a Justiça. Há uma necessidade enorme de iniciativas dessa natureza. Nossa justiça por uma situação de pouca credibilidade.
É comum ouvir principalmente entre os pobres: a justiça está para quem tem dinheiro. Quem comete um roubo e tem dinheiro, não sofre nenhuma ação da justiça. Agora vá um pobre roubar uma galinha para ver o que acontece!
A outra matéria é sobre uma outra reunião que teve como pauta a prostituição, esta por sua vez aconteceu em Madri. A prostituição é um grande desafio para o mundo.
Nesses últimos anos anos os índices de prostituição têm aumentado de forma alarmante na Amazônia e Coari não está fora dessa rota.
Na verdade, essas duas reuniões deveriam ter acontecido em Coari. Em Coari enquanto a justiça não funciona, a prostituição funciona e bem. Aliás, a justiça está prostituida, quem paga mais, leva!

quinta-feira, março 15, 2007

Fim de prazo
Hoje, meia noite, portanto, faltando pouco menos de duas horas acaba o prazo para o atual prefeito cassado Adail Pinheiro recorrer junto aos órgãos competentes para derrubar sua cassação, isto é, ele está cassado, mais até hoje ele poderia está atuando como prefeito. Amanhã ele continua prefeito cassado, mais fora do cargo. Claro que pode recorrer. E a maioria das pessoas acreditam que ele voltará a assumir o cargo.
Na verdade é difícil explicar o que acontece mesmo, vai ver que nem eles sabem, quanto mais nós, simples mortais. O certo é que na mídia há um silêncio sepulcral sobre o caso, até mesmo na internet. Por uma parte por medo, pela outra por falta de conhecimento.
Nesses últimos dias entramos na fase mais crítica da coisa. Fato ilustrativo desse momento foi a prisão do diretor da Rádio Nova Coari FM, por não atender uma ordem judicial do juiz num caso de direito de respostas aos vereadores.
Parece que as coisas começaram a sair da área da racionalidade nessa altura do campeonato, infelizmente.
Tudo isso por causa do orçamento multi-milionário desse ano: 168 milhões. O dinheiro está mexendo com a cabeça, a ganância de muita gente. A situação dividiu Coari, quem está contra, quem está a favor. É uma pena. Passamos de uma cidade pacata, acolhedora, onde todos se conheciam e vivíamos em paz, para uma cidade quase em pé de guerra.
Todo esse dinheiro poderia servir para construir uma cidade mais humana, mais justa. Investir para valer na educação das crianças e jovens. Digo para valer, pois os resultados iriam aparecer nas boas notas nas provas do Enem, assim estaríamos entre os melhores do Brasil. Nada disso está acontecendo todo mundo quer tudo para si e os 168 milhões ficando nas mãos de pouca gente.
A riqueza do petróleo que poderia servir para unir, está trazendo desunião entre associações, religiões, amigos, entre famílias e até mesmo entre membros de uma mesma família.
Será que não é hora de juntar nossas mãos, idéias e formar uma só família, a família dos coarienses, com os nascidos na terra, com os de fora e olharmos na mesma direção para o bem de Coari?

Desflorestamento de 1,64 mil quilômetros na Amazônia
As queimadas amazônicas e o aumento da poluição global criarão alterações na paisagem amazônica nos próximos 14 anos. A previsão é de três órgãos: o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO-ONU) e o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC). No Acre, a previsão é de períodos de estiagem cada vez mais intensos, como o de 2005.
As queimadas na Amazônia nos últimos 15 anos, segundo o Inpe, causaram o desflorestamento de 1,64 mil quilômetros quadrados de vegetação por mês - o que representa 19,72 mil por ano, em média.
"Uma mudança climática não significa apenas alteração das condições de temperatura ou do ciclo de chuvas. Ela pode implicar uma profunda transformação interna de todos os ciclos da natureza, que são responsáveis pelo fornecimento de água potável, e de outros detalhes que afetam diretamente a vida de todos nós", explica o físico Alejandro Fonseca Duarte, do Grupo Acrebioclima.
A pesquisa aponta também que o governo federal ainda não conseguiu frear a atividade de agricultores sobretudo em
Mato Grosso e Pará. Os números divulgados não foram tabulados por Estados, mas, de acordo com o MMA, 10.943 quilômetros quadrados foram destruídos pelo desmatamento só no ano passado. Em 2005, foram 12.318 quilômetros quadrados.
Fonte: Amazônia.org

Vanessa
A Deputada Vanessa conseguiu através da Comissão da Amazônia que seja realizada audiências públicas com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para debater o processo de implantação da Lei de Gestão de Florestas Públicas e de uma visita dos parlamentares às obras do gasoduto Coari-Manaus. Leia mais.
É um sinal positivo de uma classe que quase já não esperamos mais nada!

Aqui um excelente artigo sobre a Comissão da Amazônia:
Comissão da Amazônia: uma década de debates regionais

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional (CAINDR), da Câmara dos Deputados, completa 10 anos em 2007. A nova Mesa Diretora, presidida pela deputada federal amazonense Vanessa Grazziotion (PCdoB), já definiu a agenda de debates. E as mudanças climáticas que ameaçam a vida no planeta, anunciadas pelo relatório da Organização Meteorológica Mundial e pelas Nações Unidas (ONU) será um dos principais temas a serem discutidos. Leia mais.

Obs.: lembrando que esse artigo é do nosso coariense: Antônio Paulo é jornalista-correspondente em Brasília do jornal A Crítica/Manaus: (www.acritica.com.br). E-mail do autor: apmao@terra.com.br

Educação
Ao lançar hoje as linhas gerais do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) para educadores de todo o país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o acesso à educação cresceu no Brasil, mas que o ensino continua com baixa qualidade."Nós estamos entre os piores do mundo", afirmou o presidente. O Brasil espera muito desse plano.
Entre as medidas que fazem parte do PDE estão a realização de uma olimpíada de língua portuguesa, semelhante à de matemática, já existente; a criação do piso salarial nacional do magistério, que é uma reivindicação antiga da categoria; investimento na formação continuada de professores, fazendo com que todos estejam ligados a uma universidade; universalização dos laboratórios de informática, inclusive na área rural; melhoria do transporte escolar e qualificação da saúde escolar. Leia mais.
O Brasil espera muito por esse plano. Não podemos está no último lugar do mundo, não há outro lugar para ir. É do conhecimento de muitos que o Ministro da Educação Fernando Haddad investiu muito tempo preparando o que virá, inclusive todo o período de carnaval ele esteve envolvido na construção desse projeto.
Só com educação mudaremos esse país!

Amazônia bioenergética
Dois estrangeiros em visita ao Brasil na segunda semana de março colocaram o debate sobre biocombustíveis na boca do povo. O presidente americano, George Bush, catalizou a euforia de que o etanol brasileiro possa se tornar um produto valioso em tempos de aquecimento global. Já o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, verbalizou as preocupações de que um surto de produção de biocombustíveis possa causar degradação ambiental na Amazônia. Entre o entusiasmo e a preocupação, existem no Brasil pesquisas avançadas em busca de processos que possam extrair da maior floresta tropical do mundo a energia verde. Leia mais.

Mandioca... o desafio é mais embaixo
Recentemente numa jogada da viúva coariense para colocar na Assembléia Legislativa um amigo do seu amante, o deputado estadual Eron Bezerra, assumia a Secretaria Estadual de Produção Rural.
Como não é tolo e nem é de ficar calado. Eron já percebeu a arapuca que está metido. Tem percebido que a produção rural do Estado é cada vez menor, ao ponto de importar até a goma da mandioca, um dos produtos milenares da agricultura indígena e familiar da Amazônia. E outros produtos da tarre consumidos no Amazonas. Leia mais.
Nas palestras que tenho proferido sobre a Amazônia aqui em São Paulo, fico meio envergonhado de dizer que Coari tem 52 mil Km2 e não consegue produzir as verduras que consome. Então me perguntam como isso pode acontecer? Explicar isso, não é fácil não.
Falta muita coisa, a começar por crédito, uma política de preços mínimos, regularização fundiária e assistência técnica, associada a insumos para subsidiar ao menos o início do processo. Nos arredores da cidade é preciso investir nos ramais: asfalto e iluminação. E por ái vai.
Ficar dando cem reais por mês, não adianta, não resolve o problema. Faz dependentes, pedintes, preguiçosos. É preciso ensinar a pescar e não ficar dando o peixe!